quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007


"Livra os que estão destinados à morte, e os que são levados para a matança, se os puderes retirar." Pv. 24:11


Passageiros da agonia
No auge da vida, jovens perdem a luta contra as drogas. Parentes rompem o silêncio e relatam seus dramas
Samarone Lima e Thaís Oyama

No ano de 2.000, 20.000 pessoas morreram no Brasil vítimas da dependência química, entre casos de overdose, suicídios e assassinatos. É um terço de todas as baixas americanas em dez anos de guerra no Vietnã. Já seria um drama a perda de tantas vidas, em geral na flor dos anos. É pior do que isso. Meninos e meninas dependentes não lutam contra um inimigo visível ou facilmente identificável. Lutam consigo mesmos, contra a pulsão irresistível de seguir numa rota de autodestruição.
Para os pais, amigos e irmãos, é impossível examinar a trajetória do jovem com a cabeça fria. Remorsos e sentimentos de culpa são inevitáveis. A pergunta que sintetiza essa dor sempre é: “Onde foi que errei?”
Substâncias alucinógenas e estupefaciantes fazem parte da história da humanidade.
A Bíblia faz referência ao uso de bebidas alcoólicas, a maconha já era utilizada na China 3.000 anos antes de Cristo. Vêm da mesma época os primeiros registros do consumo de ópio, como relaxante e analgésico. No México, um cacto alucinógeno, o peiote ou mescal, integrava os rituais religiosos desde o ano 1000 a.C. Mais recentemente, nos anos 40, soldados nas frentes de batalha da II Guerra Mundial ganharam a coragem que lhes faltava para os combates na base da ingestão de anfetaminas. Aumentava-lhes a vigilância e a excitabilidade.
Nos anos 60, a maconha acompanhou os jovens nas manifestações de protesto. Depois, foi tudo ao mesmo tempo. Ácido lisérgico, o LSD, cocaína, heroína, crack, ecstasy, além das drogas antigas. Trata-se de um imenso arsenal químico, oferecido todos os dias, legal ou ilegalmente, para preencher o vazio da vida ou como lenitivo para a dor e o sofrimento. “A tendência do ser humano é buscar alternativas que o ajudem a escapar de sensações dolorosas e desagradáveis. E, para algumas pessoas, a droga é uma saída para isso”, afirma o professor Elisaldo Carlini, titular de psicofarmacologia na Universidade Federal de São Paulo e diretor do Cebrid. O custo disso pode ser muito alto. Diariamente, no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas consomem algum tipo de psicotrópico.
Mesmo com tão baixas taxas de recuperação, as famílias não poupam esforços. O tratamento de um dependente não exige da família só uma boa dose de paciência e compreensão: requer também uma polpuda conta bancária.
As clínicas particulares para tratamento de dependentes cobram, em média, 180 reais a diária, o que totaliza uma despesa mensal de mais de 5.000 reais. Como as internações quase nunca duram menos de dois meses e têm de ser acompanhadas por consultas a terapeutas e psiquiatras, o custo total do tratamento soma uma pequena fortuna da qual poucas famílias podem dispor.
Para a grande maioria dos pais de dependentes químicos, portanto, restam os grupos de ajuda mútua, os serviços gratuitos oferecidos por unidades psiquiátricas de algumas faculdades de medicina e os centros de saúde de hospitais públicos, sempre lotados.
Os mais pobres ficam a descoberto porque, na guerra contra as drogas, o Brasil ainda luta com estilingues. A verba destinada a gastos com internações, campanhas de prevenção e repressão ao tráfico não passou de 110 milhões de reais no ano passado. No mesmo período, os Estados Unidos investiram 16 bilhões de dólares.
"Tenho 51 anos e nos últimos cinco envelheci mais de vinte..." "...Tentando fazer do meu filho uma pessoa decente, viva, feliz. Não consegui vencer. O André morreu em um acidente de moto no dia 3 de outubro de 1997, aos 20 anos. Oficialmente, foi vítima do acidente, mas ele morreu por causa das drogas. Descobri o problema quando ele tinha 16 anos e passou um cheque falsificando minha assinatura. Ele revelou que tinha começado com a maconha. Depois veio a cocaína. Tenho duas filhas, e nos tornamos três mães para ele. Em quatro vezes o internamos. Ele cumpria toda a programação, parecia ir bem, dava uma grande esperança de se livrar da dependência. Mas a cada recaída ficava pior. Um dia, ele foi me visitar no trabalho. Tinha saído há pouco tempo de uma clínica. Teve um momento em que ele se sentou, olhou para mim e deu um sorriso estranho. Era o efeito da droga. Eu disse: 'Filho, você está com a mão na maçaneta da porta do inferno'. Era mais uma recaída. Cada internação era uma esperança, mas o custo era muito alto. Eu vivia com a conta no vermelho, fazia chocolate para fora, costurava, trabalhava em dois empregos, mas sempre deixei claro para ele que, enquanto tivesse esperança, eu estaria junto, lutando com ele. Um milagre podia acontecer. Fiz tudo o que foi possível para salvar o meu filho, enfrentei situações terríveis. Agora que ele morreu, sinto um alívio e um vazio enorme. Quando me aposentar, quero construir um lugar para recuperar meninas drogadas."
Tereza de Jesus Ferreira Maciel, mãe de André Maciel Paulino, morto aos 20 anos, num acidente de moto em São Paulo "Meu filho foi enterrado como indigente. Só encontrei o corpo quatro meses depois..."
"...Ele era um garotão lindo. Com 16 anos, tinha quase 2 metros de altura. Era generoso e educado. Chamava todo mundo de senhor. Não era um aluno extraordinário, mas também nunca havia perdido um ano. Quando minha mulher disse que ele andava chegando tarde, com os olhos vermelhos, achei que fosse coisa da idade. Só descobrimos o problema quando recebemos um telefonema dizendo que o Maurício fora preso. Durante uma alucinação, achou que estava sendo perseguido e arrombou o apartamento do vizinho. Era crack. Fiquei arrasado. Ele prometeu que pararia, e de fato passava alguns dias tranqüilo. Mas depois voltava. Decidimos interná-lo. Ele ficou seis meses e saiu outro. Até passou a rezar. Um dia, Maurício me ligou, pedindo que fosse buscá-lo no Viaduto do Chá. Tremi na hora. Quando cheguei, ele estava sentado na beira do viaduto, com os olhos estatelados. Tinha começado tudo de novo. 'Vacilei, pai!', ele me disse. A morte dele nos foi contada pela polícia. O Maurício estava correndo como louco pela rua. Um policial que já o conhecia conseguiu agarrá-lo e colocá-lo na viatura. Lá, ele começou a ter convulsões. Levado ao hospital, não resistiu a várias paradas cardíacas. Meu filho era fraco, desprotegido, e eu o vi travar uma luta miserável durante um ano para largar a droga. Mil vezes eu queria ter estado no lugar dele." Égas Branco, professor de tênis, e sua mulher, Helena, pais de Maurício Teixeira Branco, morto de overdose aos 16 anos, em São Paulo "Perdi meu filho, meu filhinho, de quem, naquela fase horrível, eu tinha me tornado um grande amigo..."

Com reportagem de Alexandre Oltramari, de Porto Alegre,José Edward, de Belo Horizonte, Rodrigo Cardoso, de São Paulo,Roberta Paixão, do Rio de Janeiro, e Juliana De Mari, do Recife
Matéria extraída na Internet:
http://Veja.abril.com.br/idade/educação/pesquise/drogas/1548.html
Ouça...
Deus separou sua noiva a Igreja, para que ela anunciasse a Boa-Nova do Evangelho e se dispusesse a sofrer dores de parto até ver Cristo sendo formado na vida das pessoas.
O Senhor nos chamou para livrarmos estas vidas que tem sido conduzidas para a matança, e preparamos o caminho para que elas conheçam o Cordeiro de Deus que as livra da morte e aS conduz para a vida.
Ele é a Esperança para a Nossa Nação, o socorro para os dependentes químicos, suas famílias e tudo que a DROGA sentencia em morte.
Somos um povo que enxerga vida, quando só há morte.
Que CRÊ mesmo quando não há Esperança. Pois ao cheiro das águas, a esperança aparece e a vida ressurge.
Cristo é a Nossa Fonte inesgotável de águas que matam a sede intensa da alma, que preenche o vazio da vida, e dá sentido para as pessoas lutarem contra aquilo que produz morte. E ainda... tornam-se livres de toda condenação.
Precisamos ouvir o chamado de DEUS e nos posicionarmos diante desta situação.
Nosso Deus é restaurador, e nos ensina as estratégias que liberam o Seu poder transformador na vida destas pessoas, que hoje na nossa Nação, estão desenganadas pela ciência e condenadas pela sociedade e ainda por si próprias.
O BRASIL não vê solução para a libertação destas vidas que estão cativas nas DROGAS. Precisamos regar nossa nação com a VIDA DO SENHOR, liberada através do nosso viver diário com Ele, nos alimentando da Sua Palavra e recebendo DELE, a visão correta e não a mensagem deste mundo.
É necessário nos levantar como um exército que luta mas que também promove cura.
Ouça o clamor do coração de DEUS; ouça DELE o que ELE espera de você diante desta situação e se posicione para que outras mães não necessitem chorar a morte dos seus filhos, por não haver quem pudesse ajudá-las ou crer que ainda há ESPERANÇA – JESUS!

Um grande abraço,
Unidos no Amor de Cristo, pelos interesses DELE.
SHERYDAN

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Oleh

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1 comentários:

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10 de maio de 2007 14:24

Shel que bom que voce continua sempre servindo ao Senhor.Fiquei muito feliz em saber que a Missão continua firme na Missão de resgatar vidas que se deixam resgatar.Amei o que voce escreveu.
Um grande abraço,saudades.
Suely.

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